Bullying
O que é bullying?
Como é a pratica do bullying?
Quais as consequências dessa pratica?
Soluções viáveis para as vítimas e prevenção contra o bullying?
São as respostas a estas e outras perguntas sobre o assunto que se propõe
este trabalho.
Debruçaremos sobre o conceito primeiramente o que nos remete inevitavelmente
à pergunta: O que é bullying?
Bullying é a prática
de atos violentos, intencionais e repetidos, contra uma pessoa indefesa, que
podem causar danos físicos e
psicológicos às vítimas. O
termo surgiu a partir do inglês bully, palavra que significa tirano, brigão ou valentão,
na tradução para o português.
Origem
O bullying começou a ser pesquisado cerca
de dez anos atrás na Europa, quando se descobriu o que estava por trás de
muitas tentativas de suicídio entre adolescentes. Sem receber a atenção da
escola ou dos pais, que geralmente achavam as ofensas bobas demais para terem
maiores consequências, o jovem recorria a uma medida desesperada. Atualmente,
todas as escolas do Reino Unido já implantaram políticas anti-bullying.
No Brasil,
o bullying é traduzido como o ato de bulir, tocar, bater, socar, zombar, tripudiar, ridicularizar, colocar apelidos
humilhantes e etc. Essas são as práticas mais comuns do ato de praticar bullying.
A violência é praticada por um ou mais indivíduos, com o objetivo de intimidar, humilhar ou agredir fisicamente a vítima.
O bullying geralmente
é feito contra alguém que não consegue se defender ou entender os motivos que
levam à tal agressão. Normalmente, a vítima teme os agressores, seja por causa
da sua aparente superioridade física ou pela intimidação e influência que
exercem sobre o meio social em que está inserido.
O bullying pode
ser praticado em qualquer ambiente, como na rua, na escola, na igreja, em
clubes, no trabalho e etc. Muitas vezes é praticado por pessoas dentro da
própria casa da vítima, ou seja, pelos seus próprios familiares.
Para a justiça
brasileira, o bullying está enquadrado em infrações previstas no Código
Penal, como injúria, difamação e lesão corporal. Ainda não existe uma lei que
puna os agressores com o devido merecimento.
Bullying na escola
Uma das formas
mais comuns de bullying é o que acontece no ambiente escolar. Em
quase todos os países do mundo, o bullying na escola é um problema crônico.
As formas de
agressão entre os alunos são das mais variadas e podem acontecer em quase todos
os níveis da fase escolar, desde o primário até os últimos anos do ensino
médio, por exemplo.
O bullying atrapalha
a aprendizagem do aluno, além de afetar o seu comportamento fora da escola,
segundo os psicólogos.
Os pais e
professores devem estar atentos às atitudes de seus filhos e alunos,
principalmente em alterações de comportamento, hematomas no corpo e demais
situações que pareçam fora do comum.
Consequências do bullying
As pessoas
agredidas pelo bullying apresentam alguns sintomas, como:
- Distúrbio do sono
- Problemas de estômago
- Transtornos alimentares
- Irritabilidade
- Depressão
- Transtornos de ansiedade
- Dor de cabeça
- Falta de apetite
- Pensamentos destrutivos, como desejo de morrer, entre outros.
Em muitos
casos as vítimas recorrem a tratamentos psicológicos, como terapias para
amenizar as marcas deixadas pela agressão.
O Cyberbullying
Cyberbullying é um
tipo de violência praticada contra
alguém através da internet ou
de outras tecnologias relacionadas.
Praticar cyberbullying
significa usar o espaço virtual para intimidar e hostilizar uma pessoa
(colega de escola, professores ou mesmo desconhecidos), difamando, insultando
ou atacando covardemente.
Etimologicamente,
o termo é formado a partir da junção das palavras “cyber”, palavra de
origem inglesa e que é associada a todo o tipo de comunicação virtual usando mídias
digitais, como a internet, e bullying que é o ato de intimidar ou
humilhar uma pessoa. Assim, a pessoa que comete esse tipo de ato é conhecida
como cyberbully.
Quando o bullying
é presencial, a pessoa é agredida psicologicamente, através de apelidos pejorativos
ou outros constrangimentos, ou ainda, através de agressões físicas por um
atacante mais forte.
O cyberbullying
é mais fácil para os agressores, porque podem fazê-lo de forma anônima nas
diversas redes sociais, através de e-mails ou de torpedos com conteúdo
ofensivos e caluniosos.
Por meio de
leis anti-cyberbullying que atualmente vigoram, os agressores anônimos
podem ser descobertos e processados por calúnia e difamação, sendo obrigados a
indenizar a vítima.
Em geral, o cyberbullying
é praticado entre adolescentes, mas também ocorre com frequência entre
adultos.
Consequências do cyberbullying
As pessoas
agredidas pelo cyberbullying apresentam sintomas bastante similares
com os do bullying, como:
- Distúrbio do sono
- Problemas de estômago
- Transtornos alimentares
- Irritabilidade
- Depressão
- Transtornos de ansiedade
- Dor de cabeça
- Falta de apetite
- Pensamentos destrutivos, como desejo de morrer, entre outros.
Em casos
extremos, algumas vítimas de cyberbullying são atacadas de uma
forma tão agressiva que são levadas a cometer suicídio. Muitos desses casos
começam quando fotos ou vídeos íntimos das vítimas são introduzidos
na internet.
Os estudos da
Abrapia demonstram que não há diferenças significativas entre as escolas
avaliadas e os dados internacionais. A grande surpresa foi o fato de que aqui
os estudantes identificaram a sala de aula como o local de maior incidência
desse tipo de violência, enquanto, em outros países, ele ocorre principalmente
fora da sala de aula, no horário de recreio.
Soluções
possíveis
Para quem é
vítima de algum desses tipos de humilhação, a saída é “se abrir”, ou seja,
procurar ajuda, começando pelos próprios pais.
E quem tem um
filho passando por esse problema precisa mostrar-se disponível para ouvi-lo.
Nunca se deve aconselhá-lo a revidar a agressão; mas, sim, esclarecer que ele
não é culpado pelo que está acontecendo. Também é fundamental entrar em contato
com a escola.
Mas, se os
pais não têm certeza de que seu filho sofre com essa violência, podem ficar
atentos aos seguintes aspectos: “Os alunos-alvo são crianças ou adolescentes
que são, sistematicamente, discriminadas, humilhadas ou intimidadas por outros
colegas. Geralmente, eles têm poucos amigos, procuram se isolar do grupo e são
identificados por algum tipo de diferença física ou comportamental. Além disso,
têm dificuldades ou inabilidades que os impedem de buscar ajuda, são
desesperançados quanto a sua aceitação no grupo e tendem a um comportamento
introvertido”, explica Aramis.
Especialistas
do mundo inteiro concordam sobre o fato de que o papel dos pais — tanto de
alunos agressores como de agredidos — é fundamental para combater a violência
moral nas escolas e de que eles precisam saber lidar com a situação. No caso
dos pais de agressores, é preciso que se convençam e mostrem aos filhos que
esse comportamento é prejudicial a eles. “De acordo com dados obtidos em
trabalhos internacionais, não existe escola sem bullying. O objetivo é
alterar a forma de avaliação do que é uma brincadeira e do que é bullying,
mudando o enfoque da questão para a valorização do sentimento de quem sofre bullying,
ou seja, respeitando seu sofrimento e buscando soluções que amenizem ou
interrompam isso”, diz o coordenador da Abrapia. “Os autores de bullying
podem se tornar líderes entre os alunos por disseminarem o medo e estarem
repetindo seu modelo familiar, em que a afetividade é pobre ou a autoridade é
imposta por meio de atitudes agressivas ou violentas”, completa.
Segundo
Aramis, a única maneira de combater esse tipo de prática é a cooperação por parte
de todos os envolvidos: professores, funcionários, alunos e pais: “Todos devem
estar de acordo com o compromisso de que o bullying não será mais
tolerado. As estratégias utilizadas devem ser definidas em cada escola,
observando-se suas características e as de sua população. O incentivo ao
protagonismo dos alunos, permitindo sua participação nas decisões e no
desenvolvimento do projeto, é uma garantia ainda maior de sucesso. Não há,
geralmente, necessidade de atuação de profissionais especializados; a própria
comunidade escolar pode identificar seus problemas e apontar as melhores
soluções”. Para o médico, a receita é promover um ambiente escolar seguro e
sadio, onde haja amizade, solidariedade e respeito às características
individuais de cada um de seus alunos. “Enfim, é fundamental que se construa
uma escola que não se restrinja a ensinar apenas o conteúdo programático, mas
também onde se eduquem as crianças e adolescentes para a prática de uma
cidadania justa”, finaliza.
Uma boa dica
para melhor conhecimento sobre o assunto é o filme Cyberbully (Bullying Virtual). É um filme lançado na
televisão e conta a história de uma garota vítima de bullying em uma
rede social. Foi lançado em 2011 nos Estados Unidos, e em 2012 no Brasil.
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